Iniciado em 2013, a denominação do projecto resulta da aglutinação da palavra (Património) e do acrónimo SIG (Sistema de Informação Geográfica) e ela é indicativa do propósito do mesmo. O PATRISIG é uma ferramenta de divulgação do património, passível de ser utilizada num computador, tablet, smartphone ou outro equipamento electrónico capaz de ler coordenadas geográficas. De modo mais específico, pretende-se disponibilizar aos vários públicos-alvos informação relativa ao património imaterial, querendo com isto dizer, as realizações culturais madeirenses de cariz musical, literário, histórico e etnográfico. Esta disciplina forneceu de resto um dos recursos científicos mais relevantes para o projecto e foi ela que permitiu produzir informação inovadora relativamente ao modo como o património madeirense era até então disponibilizado.

Em termos concretos, foram disponibilizados um total de trinta e cinco roteiros, resultados da pesquisa bibliográfica, de cariz histórico, e dos levantamentos sumários realizados no terreno. Esta abordagem inovadora permitiu fornecer uma nova visão relativamente ao património madeirense e o modo como ele é experienciado. A selecção dos roteiros e das temáticas tratadas em cada um deles reforçou os objectivos inicialmente traçados. Nos trinta e cinco roteiros criados são mostradas veredas e Caminhos Reais, actividades económicas, como mercearias, sítios e infra-estruturas de interesse arquitectónico, associações culturais sem fim lucrativo, percursos por caminhos outrora centrais no comércio e na vida social da Madeira, zonas ou edificado associados a momentos históricos portugueses relevantes, como é o caso do conjunto formado pelo vale do Porto Novo e o Fortím que o encima, o qual viu ocorrer um combate importante entre os Absolutistas e os Liberais. Esta zona é também referida no roteiro relativo a Gaula e às suas actividades económicas tradicionais e históricas, aspectos desconhecidos da população em geral.

Acresce ainda que a abordagem de proximidade proporcionada pelo recurso aos métodos etnográficos permitiu, e permite, comprovar que o conhecimento apresentado, na maior parte dos portais destinados a informar os turistas, encontram-se desactualizados. Este aspecto resulta do facto, ao que nos parece, dos sítios online dedicados a mostrar a Madeira aos turistas recorrerem a informações reproduzidas sem comprovação no terreno. O PATRISIG também quanto a este aspecto foi e é inovador no espaço madeirense.

Importa referir que o PATRISIG para além de ser um instrumento de divulgação da etnografia madeirense aos habitantes locais, constitui-se como uma ferramenta vocacionada para reforçar a qualidade da oferta turística da Madeira.

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