Realizado desde 2004 pela APCA e, a partir de 2008, em parceria com o Centro das Artes Casa das Mudas, a Estalagem da Ponta do Sol e o portal Digital in Berlin, a qualidade e a coerência da programação, aliada à complementaridade da oferta de lazer proporcionada tornaram o MADEIRADiG uma das referências nos panoramas europeu e global dos festivais do género electrónico-experimental..

Os efeitos positivos do festival são observados tanto no que diz respeito ao contributo para o desenvolvimento deste sub-campo do sector cultural e criativo madeirense, relevante no contexto das economias contemporâneas, bem como quanto à afirmação do festival como um evento que tem contribuído para reforçar a oferta turística madeirense. Nos efeitos do primeiro grupo, destacam-se as colaborações internacionais envolvendo criativos madeirenses, sendo de relevar neste particular as participações no festival dos madeirenses Hugo Olim e de Jerome Faria, os workshops realizados, e as exposições de artes plásticas entre as quais se relevam as dos artistas madeirenses Carlos Caires, Carlos Valente, Pedro Clode e Vitor Magalhães, da mesma forma que as características do género musical do festival fazem com que o mesmo constitua um desafio para os técnicos madeirenses. Pelo lado dos efeitos no sector do turismo estes são observados de duas formas, directamente pela via da criação de postos de trabalho e pelas repercussões no tecido económico local resultado da afluência de público madeirense e estrangeiro e indirectamente devido aos efeitos que a expressão internacional do evento tem na divulgação do “destino Madeira”, através da exposição na imprensa internacional. No mesmo sentido, podem ser referidas também as obras de artistas estrangeiros realizadas e editados na Madeira pela chancela da APCA, casos do registo de Simon Wetham com Hugo Olim e o de Pierce Warnecke.

De modo esquemático, do MADEIRADiG destacam-se como aspectos positivos para a sociedade madeirense o contributo para a transformação do panorama cultural dos madeirenses; a valorização do destino Madeira junto dos principais mercados europeus; o impacto económico na economia regional, em especial nos concelho da Calheta e Ponta do Sol, locais onde decorrem as principais atividades do festival, especialmente importante porque decorre na primeira semana de Dezembro, portanto em época de baixa taxa de ocupação hoteleira; o incremento do cluster do turismo cultural, posicionando a região como um destino a este nível; e a promoção externa da região através do impacto mediático do festival.

Outros Projectos

© 2016 APCA - Madeira